Pela segunda vez esta época, não vi mais um Sporting - Benfica. Ou um Benfica - Sporting, como queiram. E ainda por cima, uma final, Apesar, de ser uma espécie de Taça da Amizade ou Torneio do Guadiana, ou algo parecido.
O pouco que vi da primeira parte, vi um mau jogo. Com poucas oportunidades de golo, mas com muitas faltas, entradas duras e tudo o que faz parte de um jogo de futebol em Portugal. Tudo, menos aquilo que faz com que existam pessoas que pagam bilhete para ver. Ao vivo. Muitas pessoas.
A segunda parte começou com o golo do Sporting. Golo esse que não vi em directo. Depois, o jogo continuou mau, até ao momento em que o árbitro resolveu dar um ar da sua graça e estragar a final. Não foi penalti. Não há muito mais a dizer. Depois, o jogo arrastou-se até aos penaltis e aí é que foi a parte gira. Para ser sincero, giro foi mesmo só uma parte. Neste caso, um penalti.
O Carlos Martins marcou o penalti que deu a vitória ao Benfica. Com muita tranquilidade. O futebol, por vezes, consegue ser irónico.
Mas, a entrega das medalhas mostrou aquilo que pode ser uma modalidade olímpica. O arremesso da medalha. Depois, da peitada no Lucílio Baptista, o Pedro Silva mostrou uma força de braço de fazer inveja a muitos jogadores de futebol americano. Só uma coisa. Até posso compreender a "raiva" que o jogador do Sporting estava a sentir. Mas, se não queria a medalha, porque é que subiu ao palanque?